Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém
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A Colômbia inaugurou hoje uma embaixada em Jerusalém, juntando-se ao grupo de países que mantêm representação diplomática junto das autoridades israelitas na cidade disputada.
"É uma data importante para o Estado de Israel. É também uma data importante para a cidade de Jerusalém", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, ao assinar o livro de honra da embaixada, na presença do homólogo colombiano, Omar Bula.
Jerusalém como cidade com estatuto de capital de Israel não é reconhecido pela comunidade internacional.
A cerimónia foi marcada pelo descerramento de uma placa oficial.
O presidente da Câmara de Jerusalém, Moshe Lion, e a embaixadora colombiana, Tania Gilinski, também estiveram presentes.
A transferência da embaixada para Jerusalém foi decidida pelo presidente colombiano, o conservador Abelardo de la Espriella, aliado de Donald Trump, que tinha transferido a embaixada americana para a cidade em 2018.
A quase totalidade dos países que mantêm uma presença diplomática formal junto das autoridades israelitas tem embaixada em Telavive, uma vez que Jerusalém não é reconhecida pela comunidade internacional como a capital de Israel.
Apenas os Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Kosovo, Papua-Nova Guiné, Paraguai, Fiji, Nauru e Somalilândia têm embaixada em Jerusalém, rompendo com o consenso internacional.
Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel disse que a República Democrática do Congo também vai transferir em breve a embaixada para Jerusalém.
O estatuto de Jerusalém é uma das questões mais complexas do conflito israelo-palestiniano.
Israel anexou Jerusalém Oriental após a conquista da Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias (conflito israelo-árabe de 1967), mas a anexação não é reconhecida pelas Nações Unidas.
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