Dois jovens do movimento Barata condenados em Nova Deli por protesto
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Dois líderes do movimento de contestação juvenil indiano "Barata" foram condenados a cinco dias de prisão depois de terem sido detidos durante um protesto que exigia a demissão do chefe do órgão eleitoral da Índia.
Os jovens Ashutosh Ranka e Saurav Das estavam entre as cerca de 10 pessoas detidas pela polícia na terça-feira, depois de terem escalado barricadas para entrarem no local de protestos no centro de Nova Deli e que estava cercado pelas autoridades.
A polícia disse esta semana que o local das manifestações não podia ser utilizado e acusou Das e Ranka de invasão de propriedade e de desobediência às ordens de proibição.
As detenções ocorreram após a repressão policial ocorrida no fim de semana destinada a impedir que os jovens indianos se reunissem em Nova Deli para exigir a demissão do comissário-chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar.
"O Jantar Mantar (nome do local no centro de Nova Deli) pertence ao povo da Índia. Vamos tomá-lo", escreveu o líder da oposição, Rahul Gandhi, nas redes sociais condenando as detenções como "um ato de cobardia".
Os protestos intensificaram-se devido a uma revisão das listas de eleitores a nível nacional que resultou na remoção de mais de 130 milhões de nomes desde o ano passado.
A oposição afirma que a medida tem motivações políticas e pode privar milhões de eleitores elegíveis do direito de voto.
A Comissão Eleitoral e o Governo do primeiro-ministro Narendra Modi afirmam que a revisão visa remover registos duplicados e não elegíveis.
Abhijeet Dipke, fundador do movimento "Barata", criticou Modi usando as redes sociais.
"Se está tão determinado a esmagar a dissidência, tenha a coragem de declarar oficialmente um Estado de Emergência, em vez de se esconder atrás destas táticas cobardes", escreveu Dipke.
O movimento de contestação "Barata" surgiu na sequência uma campanha satírica na internet durante o verão, depois de o presidente do Supremo Tribunal da Índia ter comparado os jovens desempregados a parasitas.
Muitos jovens indianos abraçaram a declaração, adotando a "barata" como símbolo da contestação.
Os protestos liderados pelo grupo forçaram a demissão do ministro da Educação de Modi em julho, um revés pouco comum para o primeiro-ministro, que está no poder há mais de 12 anos.