Eletricidade vai ficar mais cara em 2027? ERSE propõe subida de 1,5%
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A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs hoje um aumento de 1,5% no preço da eletricidade em baixa tensão no mercado regulado para 2027.
"No mercado regulado de Portugal continental, as tarifas transitórias de venda a clientes finais em Baixa Tensão Normal (BTN) apresentam, em média, uma variação de 1,5%, entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027", lê-se num comunicado divulgado pelo regulador.
Em outubro, os consumidores que se mantêm no mercado regulado de eletricidade já viram a fatura da eletricidade aumentar cerca de 2,7%.
Considerando essa subida extraordinária, a variação anual de 2027 relativa ao preço médio do ano de 2026, que integra já a atualização da tarifa de energia que entrou em vigor a partir de 1 de outubro de 2026, sobe para 3,7%.
Esta proposta está sujeita a parecer do Conselho Tarifário, tendo o regulador até 15 de dezembro para publicar as tarifas e preços que vigorarão a partir de 01 de janeiro.
A partir de janeiro, a fatura média mensal de um casal sem filhos, com uma potência contratada de 3,45 quilovolt-amperes (kVA) e um consumo de 1.900 kWh/ano quilowatts por ano, será de 38,31 euros, mais 0,54 euros relativamente a dezembro de 2026.
Já um casal com dois filhos, com uma potência de 6,9 kVA e um consumo de 500 kWh por ano vai pagar 99,01 euros, um aumento de 1,28 euros.
Com esta proposta, os preços de venda a clientes no mercado regulado vão ter um acréscimo médio anual de 2,3% no período entre 2023 e 2027.
No final de junho estavam no mercado regulado cerca de 780.000 clientes.
Por sua vez, no mercado liberalizado, que no final de junho contava com 5,85 milhões de consumidores, os preços de venda variam entre comercializadores.
Tanto no mercado regulado como no liberalizado, o preço final da fatura da luz inclui o valor relativo às tarifas de acesso às redes.
Entre dezembro de 2026 e janeiro do ano seguinte, a variação das tarifas de aceso às redes é de – 1,3% no caso da muito alta tensão, de – 8,1% na alta tensão, de – 13,5% na média tensão, de – 13,2% na baixa tensão especial e de – 13,7% na baixa tensão normal.
Segundo a mesma nota, no próximo ano, os consumidores com tarifa social, no mercado regulado e também no liberalizado, vão manter um desconto de 33,8%.