EUA sancionam rede financeira do Cartel do Nordeste por lavar dinheiro

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                    EUA sancionam rede financeira do Cartel do Nordeste por lavar dinheiro
EUA sancionam rede financeira do Cartel do Nordeste por lavar dinheiro (Foto: Reprodução)

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou hoje quatro pessoas e onze entidades ligadas ao Cartel do Nordeste (CDN), com presença no estado mexicano de Tamaulipas, pela sua alegada participação em operações de lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

 

O empresário mexicano Gamaliel Garza García e as suas empresas terão canalizado fundos para campanhas eleitorais de candidatos próximos ao CDN e ganho contratos do Governo de forma corrupta em Nuevo Laredo e Tamaulipas, de acordo com um comunicado do Tesouro dos EUA.

Além disso, foram sancionados Pablo César Guajardo Álvarez, também conhecido como Takia, apontado como chefe da praça do CDN em Nuevo Laredo, a empresa de transportes Tamex Leasing, também conhecida como Tamex Logistics, e um dos seus despachantes, Francisco Javier Inzunza Partida, pela sua alegada participação no envio de cocaína para os Estados Unidos.

As sanções abrangem também nove empresas ligadas a Garza García dedicadas à construção, ao setor imobiliário, aos combustíveis e ao transporte de gás, bem como ao hipódromo Club La Molienda e ao estábulo de cavalos Cuadra San Dibanh.

O Tesouro destaca que o reduto do CDN fica em frente a Laredo (Texas), uma das principais passagens comerciais entre os EUA e o México, por onde circula quase 40% do comércio bilateral, segundo o comunicado.

Entre 2008 e 2012, os irmãos Miguel Ángel 'Z-40' e Óscar Omar 'Z-42' Treviño Morales terão utilizado as corridas de cavalos para lavar dinheiro do narcotráfico.

Washington afirma que a rede gastou 16 milhões de dólares (cerca de 14,2 milhões de euros) e lavou mais de 22 milhões e que, em 2012, as autoridades norte-americanas confiscarem 455 cavalos.

Este cartel mexicano já tinha sido designado como organização terrorista por Washington.

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