Linfoma não Hodgkin. O cancro que Netinho enfrentou nos últimos meses

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                    Linfoma não Hodgkin. O cancro que Netinho enfrentou nos últimos meses
Linfoma não Hodgkin. O cancro que Netinho enfrentou nos últimos meses (Foto: Reprodução)

O cantor brasileiro Netinho morreu esta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos. Nas redes sociais do artista foi divulgado que enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que acabou por evoluir “para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos”. Do que se trata este cancro, quais os sintomas, riscos e formas de prevenção? 

 

O que é o linfoma não Hodgkin?

De acordo com o website da rede de saúde CUF, “Linfoma não Hodgkin é um tipo de cancro hematológico”. “Linfoma é um termo genérico para classificar os cancros que se desenvolvem no sistema linfático. Esta doença assemelha-se a um cancro na medida em que o mecanismo da sua formação é equivalente”, revelam ainda.

A BBC aponta que Netinha tinha sido diagnosticado com linfoma em 2025, tal como tinha sido confirmado pelo artista e pela sua equipa. Esteve afastado devido aos tratamentos. Em maio deste ano voltou ao hospital e nas últimas semanas o estado de saúde acabou mesmo por piorar.

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“No caso do Linfoma não Hodgkin as células de origem deste cancro são os linfócitos, B ou T. Uma vez que os linfócitos circulam por todo o organismo, as células anómalas podem ter origem em qualquer zona do sistema linfático e podem afetar várias partes do organismo, incluindo estruturas não linfáticas como a pele, o pulmão ou o cérebro”, lê-se no website da CUF.

Linfoma não Hodgkin. Sintomas, fatores de risco e prevenção

Os sintomas deste linfoma não são exclusivos e podem ser idênticos a outro tipo de problemas de saúde. Desta forma é preciso estar atento a uma eventual evolução. Ente alguns dos sintomas, o website da CUF aponta o aumento de dimensões dos gânglios no pescoço, axilas e/ou virilhas, febre sem motivo aparente, suores noturnos, enorme cansaço, perda de peso sem explicação, lesões da pele com ou sem comichão, dor abdominal, torácica, óssea ou de cabeça, abdómen inchado ou sensação de enfartamento, tosse, dificuldade em respirar.

Existem alguns fatores de risco a que deve estar atento como a idade, o facto de ser do sexo masculino e de sofrer de algumas doenças, como síndrome de imunodeficiência congénita, doença autoimune, síndrome de imunodeficiência adquirida, infeção com os virus linfotrópico-T tipo I (HTLV-I) ou Ebstein-Barr (EBV), infeção pela bactéria que infecta o estômago ou hepatite C. A exposição a pesticidas, uma dieta rica em gorduras e ter feito uma terapêutica imunossupressora após um transplante são outros dos fatores de risco identificados.

“Qualquer comportamento ou condição que aumenta o seu risco de ter uma doença é um factor de risco. Se um ou mais factores de risco se aplicarem a si, não quer dizer que desenvolverá necessariamente um Linfoma não Hodgkin. Da mesma forma, o Linfoma não Hodgkin pode aparecer em indivíduos que não apresentem fatores de risco conhecidos”, continua a CUF.

Em relação à prevenção, “não existem estratégias para a prevenção e diagnóstico precoce do Linfoma não Hodgkin”. Assim, segundo a CUF, “deverá adoptar hábitos saudáveis, bem como estar atento a eventuais sintomas”.

Médicos alertam para aumento do cancro do fígado em Portugal

A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença.

Lusa | 16:56 - 07/10/2026