Mortas pelos companheiros em homicídios semelhantes. O que se sabe?
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Duas mulheres foram mortas pelos companheiros, na terça-feira, dia 13 de outubro, com cerca de uma hora de diferença. Um caso aconteceu nas Caldas da Rainha, outro em Elvas e ambos estão sob investigação da Polícia Judiciária (PJ). O que se sabe?
Perto das 12h00, o serviço de emergência (112) recebeu uma chamada que alertava para uma "situação suspeita" num carro que estava parado junto à berma da Estrada Nacional 360, um troço que liga as Caldas da Rainha e a Foz do Arelho.
De acordo com o Jornal de Notícias (JN), quando a Polícia de Segurança Pública (PSP) chegou ao local encontrou um casal, que será de origem indostânica, no interior do automóvel.
A mulher, com cerca de 30 anos, apresentava ferimentos de arma de fogo, tendo o óbito acabado por ser declarado no local. Já o namorado, de 25 anos, foi encontrado inconsciente também no interior da viatura e, posteriormente, foi transportado para o Hospital das Caldas da Rainha com ferimentos leves.
A PJ confirmou que "o caso está sob investigação", no entanto, escusou-se a adiantar se se confirmam suspeitas de homicídio. Segundo o JN, as autoridades acreditam que terá sido o homem a disparar, matando a mulher e, depois, terá tentado pôr termo à vida.
Casal encontrado morto em Elvas
Cerca de uma hora depois, pelas 13h00, um casal foi encontrado morto em casa, em Barbacena, no concelho de Elvas.
Também o JN avança que os vizinhos ouviram gritos vindos do interior da habitação, tendo alertado a Guarda Nacional Republicana (GNR). Já no local, os militares da Guarda depararam-se com os corpos do casal.
A mulher, de 50 anos, foi encontrada com vários ferimentos de arma branca enquanto o homem, de 53 anos, foi encontrado enforcado numa outra divisão da casa.
Fonte da Polícia Judicária indicou que se tratava de um caso "em contexto de violência doméstica" e que "terá sido homicídio, seguido de suicídio".
O mesmo meio noticia que a mulher era professora e que o homem era agente imobiliário e, segundo a Rádio Elvas, tinham dois filhos: um menino de nove anos e uma rapariga de 22 anos. O casal estaria a passar por um divórcio difícil.
A PJ, saliente-se, encontra-se a investigar os dois casos.
Entre abril e junho violência doméstica subiu 13,3%
As forças de segurança registaram um aumento de 13,3% nas participações por violência doméstica entre abril e junho deste ano, com mais de 7.800 casos, tendo sido assassinadas sete pessoas no mesmo período.
De acordo com os dados mais recentes da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), referentes ao segundo trimestre de 2026, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) registaram 7.871 ocorrências por violência doméstica nos meses de abril, maio e junho.
Este valor representa assim um aumento de 13,3% face ao primeiro trimestre de 2016, quando foram registados 6.949 casos, e uma subida de quase 2% em comparação com o período homólogo, tendo em conta que entre abril e junho de 2025 houve 7.718 ocorrências por violência doméstica.
De acordo com os dados da CIG, neste segundo trimestre de 2026 foram assassinadas sete pessoas em contexto de violência doméstica, entre cinco mulheres, uma criança e um homem, o que significa mais uma pessoa morta do que entre janeiro e março.
No total dos seis meses já contabilizados, as estatísticas mostram 13 pessoas mortas, menos duas do que em igual período de 2025.
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