OpenAI acusa Apple de ter recebido dados secretos de ex-funcionário

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                    OpenAI acusa Apple de ter recebido dados secretos de ex-funcionário
OpenAI acusa Apple de ter recebido dados secretos de ex-funcionário (Foto: Reprodução)

A OpenAI acusa um dos seus antigos trabalhadores de, antes de abandonar a empresa de Inteligência Artificial, ter levado consigo mais de 100 ficheiros relacionados com planos para futuros produtos e de os ter apresentado à Apple.

 

As acusações são feitas pela OpenAI em novos documentos apresentados em tribunal esta quarta-feira, dia 14.

Nestes documentos, a OpenAI afirma que o ex-funcionário terá enviado os ficheiros em questão para uma conta pessoal no dia 2 de junho de 2026, apresentando posteriormente os planos da empresa de Inteligência Artificial diretamente à liderança da Apple - incluindo o vice-presidente da das operações da “Empresa da Maçã” na Ásia.

Este é o mais recente desenvolvimento na batalha legal que opõe a Apple e a OpenAI, com a tecnológica de Cupertino a ter movido, em julho, um processo por apropriação indevida de dados confidenciais contra a criadora do ChatGPT.

O novo capítulo da batalha legal

Lembrar que, neste processo, são especificamente visados dois antigos quadros da Apple, entre os quais Tang Tan, cofundador da startup io Products com Jony Ive, antigo responsável pelo design dos produtos da marca da maçã.

A io Products foi adquirida pela OpenAI em maio de 2025 por 6,5 mil milhões de dólares, um passo importante na diversificação da criadora do ChatGPT, que prevê lançar, até 2027, uma gama de dispositivos centrados na IA.

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Segundo a Apple, Tang Tan levou consigo documentos internos quando saiu da empresa em 2024.

Agora responsável pelos produtos físicos na OpenAI, estaria a procurar ativamente obter dados adicionais junto de funcionários da Apple que se candidatam a um cargo na empresa líder em IA, de acordo com o documento judicial.

Outro ex-funcionário da Apple, Chang Liu, é acusado de ter guardado dispositivos internos depois de ter deixado a empresa em 2026 e de ter continuado a aceder à rede informática interna.

"Na medida em que mais de 400 ex-funcionários da Apple trabalham atualmente na OpenAI, não é surpreendente que alguns tenham conhecimento de informações confidenciais e protegidas", reconhece o gigante da eletrónica de consumo.

"Mas a OpenAI decidiu explorar essas informações", afirma, porém, o criador do iPhone.

As acusações da OpenAI

Acontece que, neste momento, foi a OpenAI a decidir atacar a Apple e a contratação de um dos seus funcionários, alegando que os ficheiros permitiu à empresa rival ter acesso a imagens de pelo menos um produto por lançar - além de informação de fornecedores, dados de engenharia, ficheiros de projeto, padrões para acabamentos cosméticos e também “revestimento e isolamento de componentes de hardware”.

Mais ainda, os documentos chegam até envolver o recente anúncio do HomeView. A OpenAI alega que a Apple terá decidido lançar-se no mercado de dispositivos equipados com Inteligência Artificial, notando que a iniciativa foi tomada após a já referida apresentação dos ficheiros roubados à OpenAI.

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“Essa apresentação parece ter acontecido há meses e agora, na posse dessa informação, a Apple está a fazer uma nova investida em produtos com Inteligência Artificial”, pode ler-se nos documentos.

Apesar destas acusações, é preciso lembrar que desde 2024 que vemos rumores a circular sobre o HomeView. As informações disponíveis indicam que o dispositivo tem sofrido adiamentos sucessivos devido aos atrasos da Apple no desenvolvimento de Inteligência Artificial.

“A OpenAI está muito preocupada com a possibilidade de os seus segredos comerciais e informações confidenciais estarem a circular dentro da Apple, onde os engenheiros da Apple podem moldar futuros produtos da empresa a partir do trabalho secreto e inovador da OpenAI”, acusa a empresa de Inteligência Artificial. “A OpenAI levantou estas questões diretamente com a Apple mas, até à data, a Apple não providenciou à OpenAI com as garantias solicitadas de que não possui ou utilizou os segredos comerciais e as informações confidenciais da OpenAI”.

A Apple não se pronunciou oficialmente sobre estas acusações, mas adiantou à Reuters que “tem políticas e procedimentos para garantir que os novos trabalhadores não recorrem a informação confidencial de antigos empregadores”, notando que também não tem provas que apoiem as alegações da OpenAI.

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