Sánchez afirma transparência sobre migrantes em Ceuta

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                    Sánchez afirma transparência sobre migrantes em Ceuta
Sánchez afirma transparência sobre migrantes em Ceuta (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro espanhol garantiu hoje que foi sempre transparente sobre a entrada em massa de migrantes em Ceuta no fim de julho e reiterou que a presença de barcos militares de Marrocos em águas espanholas naqueles dias foi pontual.

 

"O Governo foi absolutamente transparente desde o princípio com Ceuta", disse hoje Pedro Sánchez em Bruxelas.

Sánchez respondia a perguntas de jornalistas sobre a presença de barcos militares marroquinos em águas espanholas ao largo de Ceuta, coincidindo com a avalanche de dezenas de milhares de pessoas que entrou no enclave de Espanha no norte de África em 30 e 31 de julho.

Só esta semana, mais de dois meses depois, se soube deste episódio envolvendo os navios militares marroquinos, que o próprio Sánchez confirmou na segunda-feira, na sequência de uma notícia do jornal El Pais.

Espanha e Marrocos são "países vizinhos geograficamente" e este foi "um acontecimento pontual", que se resolveu de imediato com uma comunicação entre as duas Marinhas, sublinhou hoje o primeiro-ministro espanhol.

"Houve uma comunicação e resolveu-se", afirmou, garantindo que "felizmente há sempre uma comunicação fluida" entre as Marinhas de Espanha e Marrocos.

Sánchez considerou ainda que a visita esta semana do Rei Felipe VI à cidade é "mais um passo para a recuperação da normalidade" em Ceuta, onde permanecem milhares de pessoas que entraram no enclave ilegalmente em julho.

Sobre as declarações de Felipe VI sobre as relações com Marrocos, Sánchez disse que o Governo que lidera quis sempre manter "uma relação construtiva e de boa vizinhança" com Rabat, tal como defendeu o monarca.

Felipe VI visitou esta semana Ceuta e Melilla, dos dois enclaves espanhóis no norte de África que têm as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com este continente.

O chefe de Estado espanhol disse que Espanha e a União Europeia querem manter boas relações com Marrocos e trabalham nesse sentido, mas que esse objetivo só é possível se houver confiança e boa fé de todas as partes.

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